A História da Minha Conversão – Eu tentei fugir de Jesus

A História da Minha Conversão – Eu tentei fugir de Jesus
Ouvi de um irmão em uma reunião uma vez algo que trouxe muita luz acerca da minha jornada cristã, que diga-se de passagem, começou bem cedo. Ele disse que Deus não converte um filho seu apenas uma vez, mas quantas vezes for necessário, e isso, para moldar totalmente o caráter do cristão à imagem de seu Filho, Cristo Jesus, nosso Salvador.
Eu creio já ter sido salvo ainda na infância. Eu recebi o evangelho bem cedo da minha mãe e já nutria um carinho e amor por Jesus que perdurou minha vida. Em toda a minha jornada cristã, minha segurança com relação à salvação e vida eterna sempre estiveram firmadas unicamente na fé em Cristo, ainda que eu estivesse inserido no sistema religioso e cumprindo adequadamente suas exigências como um bom fiel e membro da igreja. E com isso, seguia minha vida plenamente e muito bem. Emprego estável, casamento à vista, amigos, viagens e excursões religiosas... Mas é curioso o modo como o Senhor age. Ele não se contenta em apenas nos salvar, mas nos moldar à imagem de seu Filho e nos dar bênçãos que não pedimos, e que nem sequer ousaríamos pedir.
Quando completei 30 anos, uma forte depressão me atingiu. Aquela famosa idade popularmente conhecida como a idade do sucesso me atropelou com uma tempestade de dores, incertezas e desesperos que me desencadearam crises avassaladoras de ansiedade, ataques de pânico e dores constantes que iam muito além do físico; dores as quais eu jamais imaginei sentir, as dores profundas da alma. O motivo: eu havia perdido minha comunhão com o Pai e consequentemente minha certeza da salvação. Eu ficava inquieto grande parte do tempo e não conseguia relaxar. Eu não dormia, eu não sentia direito o sabor da comida. Tive pensamentos de morte e cheguei inclusive a achar que morreria sem estar salvo. A minha depressão atingiu a família, especialmente meus pais. A meu tratamento contra esta depressão não estava dando os resultados esperados, por mais profissional que fosse. Eu estava em um completo transe e não conseguia me libertar. Não demorou muito para que meu trabalho e produtividade também fossem afetados, chegando a receber conselhos de afastamento por depressão.
Eu fui tomado por uma ânsia incontrolável pela salvação e nisso, me converti unicamente a Cristo, encontrando nele o único refúgio e força para continuar em frente e não desistir, pois a tentação a esta última opção me perseguia constantemente. E nisso, não apenas me converti, mas fiz questão que todos ao meu redor soubessem disso. Eu comecei a pregar o evangelho para quem eu podia, chegando até a ser inconveniente.
Mas este estado dramático a qual cheguei foi resultado de uma decisão nada prudente que tinha tomado, a de fugir de Jesus. Quando fui tocado pela palavra de Deus, ficando plenamente consciente do juízo vindouro que viria sobre todo pecador, inclusive eu, eu tomei a decisão mais óbvia que qualquer homem natural poderia tomar, eu rejeitei, eu fugi. Eu havia dito para Deus: “- Quero que me deixe em paz com minha vida. Não quero que você me salve”. E convicto da minha decisão, o Senhor não me ouviu e inundou a minha alma com um sentimento extremo de culpa, vergonha, remorso e a dor de um arrependimento insuportável que me fez cair ao chão, dobrar meus joelhos e me humilhar clamando por salvação.
Foi aí que eu entendi. Ele havia me escolhido. Não ali na minha rebeldia. Não ali na minha oração fervorosa e dolorosa por misericórdia. Não. Ele havia me escolhido antes da fundação do mundo, quando eu ainda nem existia. E é assim com todo crente em Cristo hoje. Caso Ele não nos tivesse escolhido, nunca jamais teríamos escolhido a Ele.
A minha conversão me trouxe assim, frutos, mas também mudanças radicais. Como eu já tinha dito anteriormente neste texto, é curioso o modo como o Senhor age. Muito repentinamente eu saí do sistema religioso que me dava tanto conforto e fui ao encontro unicamente do Senhor, onde Ele estava, sem olhar para trás.
Comecei a entrar em contato com irmãos reunidos somente ao nome do Senhor, passando pouco mais de um ano somente pela internet, até fazer minha primeira visita a uma assembleia e depois de mais um ano, ser aceito à mesa e me encontrar hoje partindo o pão entre irmãos, sem templo, sem altar, sem padre, sem pastor, somente na presença do Senhor, como os primeiros cristãos faziam. É uma benção imensurável estar hoje desfrutando da mesa do Senhor. Não fui eu que fui até lá. Foi Ele que me levou. Mas nesta jornada de mudança, algumas coisas ficaram pra trás, pois não cabiam mais na minha nova vida. Foram perdas significativas os contatos frequentes, os amigos e as benesses do sistema religioso, que tiveram minha despedida definitiva.
Em troca, hoje tenho a maravilhosa e indescritível certeza da salvação e de meus pecados todos perdoados, a alegria de ter em minha vida muitos irmãos que compartilham da mesma fé e esperança inabalável, e principalmente, a presença gloriosa e formosa do Senhor em todo o seu esplendor no partir do pão junto aos irmãos e do seu constante cuidado em todos os meus dias, enquanto eu estou por aqui. Foram bênçãos que eu não havia pedido, mas que o Senhor em sua graça e grande misericórdia, resolveu de antemão me conceder, ainda que eu negasse.
Sim. Pode parecer um paradoxo eu ser tão grato por alguém o qual eu tentei me afastar e fugir, até rejeitando-o em meu coração, mas o Senhor é soberano sobre todas as coisas e Ele no seu imensurável amor, elege, chama, santifica e abençoa para uma eternidade de alegria inimaginável, simplesmente por que Ele ama mais do que qualquer coisa e o seu tão grande amor é o que o move a reunir os que são seus para conceder a plenitude de todas as coisas. Para isso, Ele deu o seu único Filho para sofrer e morrer em nosso lugar, afim de nos dar esta tão viva e alegre esperança de poder desfrutar para todo o sempre da sua presença. E Ele faz isso ao nos escolher, pois é unicamente Ele que nos escolhe.
Em João 15:16-17, o Senhor Jesus declara: “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda. Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.”
E em Efésios 1:4-5, nos é dito: “Antes da fundação do mundo, Deus nos escolheu, nele, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele. Em amor nos predestinou para ele, para sermos adotados como seus filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o propósito de sua vontade.”
Por essa razão, é que, se você ouviu a voz do Senhor Jesus, foi tocado em seu coração e escutou o seu chamado, eu digo por experiência: “não adianta fugir”. Pois Ele te escolheu, te predestinou e Ele o salvará, e tornará você fruto e testemunho para a sua glória.
Romanos 8:30: “E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou.”
Entregue seu coração a Jesus e aceite a Ele como seu Senhor e Salvador, reconhecendo que Ele o escolheu para esta tão maravilhosa benção da salvação. Ele não te promete um mar de rosas aqui na terra, mas uma vida eterna de alegria na sua presença gloriosa nos céus. E claro, uma família tão abundante de irmãos como nunca jamais vista e que você os amará imensamente.
 
Em uma reunião com os irmãos
 
Ramon Ribeiro
Textos, vídeos e pregações de irmãos congregados somente ao Nome do Senhor

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